Flacidez no rosto e papada: por que acontecem e quais tratamentos existem
Existe um momento que muita gente reconhece no espelho: o contorno do rosto parece menos definido e a região abaixo do queixo começa a chamar mais atenção, mesmo sem ter havido ganho de peso. Essa é uma queixa muito comum no consultório e costuma vir acompanhada da mesma pergunta: é possível melhorar a papada e […]
O que este texto responde
Por que o rosto perde sustentação com o tempo e a papada aparece sem ganho de peso.
Quais tratamentos existem para a firmeza do rosto e da papada.
Quando dá para tratar sem cirurgia e quando a cirurgia entra.
Existe um momento que muita gente reconhece no espelho: o contorno do rosto parece menos definido e a região abaixo do queixo começa a chamar mais atenção, mesmo sem ter havido ganho de peso.
Essa é uma queixa muito comum no consultório e costuma vir acompanhada da mesma pergunta: é possível melhorar a papada e recuperar a definição do rosto sem cirurgia? A resposta depende, antes de tudo, de entender o que está causando essa mudança.
Com o passar dos anos, o rosto sofre alterações em diferentes estruturas: a pele perde firmeza, os tecidos podem perder sustentação e a distribuição da gordura também se modifica. Em algumas pessoas, existe ainda um acúmulo de gordura localizado abaixo do queixo.
Por isso, aquilo que chamamos genericamente de “papada” pode ter causas diferentes, e essa distinção é justamente o que determina qual tratamento pode fazer sentido. Antes de escolher uma tecnologia ou procedimento, é preciso entender o que está alterando aquele contorno.
Por que o rosto perde firmeza com o tempo?
Com o passar dos anos, o rosto vai perdendo parte da estrutura que mantinha seus contornos mais firmes e definidos.
A produção de colágeno diminui, a pele fica menos firme e também acontecem mudanças nas estruturas mais profundas da face. E esse é um ponto importante: o envelhecimento não acontece apenas na pele.
Ossos, músculos, gordura, tecidos de sustentação e pele se modificam ao longo do tempo. Essas mudanças acontecem de forma gradual e, quando se somam, começam a aparecer no espelho: o contorno fica menos definido, a linha da mandíbula perde nitidez e a região da papada pode se tornar mais evidente.
Costumo explicar às minhas pacientes que a pele não está sozinha. Ela está apoiada sobre toda uma estrutura. Se essa estrutura muda, a forma como a pele se acomoda sobre ela também muda.
Por isso, quando uma paciente chega incomodada com a perda do contorno facial, eu não olho apenas para a pele ou para a papada. Procuro entender quais estruturas estão contribuindo para aquela mudança, porque é isso que vai orientar o tratamento.
Por que a papada aparece mesmo sem ganho de peso?
A papada não aparece necessariamente porque a pessoa engordou. Em muitos casos, o peso permanece estável, mas a região abaixo do queixo se torna mais evidente com o passar dos anos.
Isso acontece porque o contorno dessa região depende de vários fatores. Pode existir um acúmulo localizado de gordura, perda de firmeza da pele, mudanças nas estruturas de sustentação ou uma combinação desses fatores. A própria anatomia do rosto e do pescoço também influencia bastante.
A genética tem um papel importante. Algumas pessoas têm maior predisposição a acumular gordura abaixo do queixo ou a apresentar menos definição nessa região, inclusive quando são jovens e magras.
Por isso, duas pessoas da mesma idade podem ter papadas parecidas no espelho, mas por razões completamente diferentes.
Na consulta, procuro identificar justamente o que predomina em cada caso: gordura, flacidez, perda de sustentação ou uma associação entre elas.
Essa diferença é fundamental, porque o tratamento que faz sentido quando existe gordura localizada não é necessariamente o mesmo quando a principal questão é a flacidez.
É por isso que, antes de pensar em qual procedimento fazer, eu prefiro entender por que aquele contorno mudou.
Tratamentos existentes para firmeza do rosto e papada
Hoje existem diferentes tratamentos não cirúrgicos para melhorar a firmeza da face e da região da papada. Entre eles estão tecnologias que estimulam colágeno e os bioestimuladores, que podem ser utilizados de forma isolada ou combinada, dependendo do que encontro na avaliação.
A escolha não começa pelo procedimento. Começa por entender quais estruturas estão contribuindo para a perda de definição daquele rosto e qual delas precisa ser tratada primeiro.
Costumo explicar isso às minhas pacientes de uma forma simples: primeiro cuidamos da estrutura, depois pensamos no acabamento.
Quando respeitamos essa ordem, conseguimos construir resultados de forma progressiva, sem tentar corrigir tudo de uma só vez.
Também é por isso que não existe um protocolo único para flacidez. O tratamento que faz sentido para uma pessoa pode não ser o mais adequado para outra, mesmo quando a queixa parece semelhante.
Aqui, posso explicar como cada tratamento funciona e em quais situações ele costuma ser considerado. A indicação, porém, fica para a consulta, quando consigo avaliar o rosto como um todo e definir o que realmente vale a pena tratar.
O objetivo não é fazer mais procedimentos, e sim escolher os que fazem sentido, na ordem certa e preservando a naturalidade.
Dá para tratar sem cirurgia? Quando a cirurgia é indicada?
Boa parte dos casos de flacidez leve a moderada pode se beneficiar de tratamentos não cirúrgicos. Mas existe um limite para o que as tecnologias conseguem entregar.
Quando há flacidez mais acentuada e excesso importante de pele, por exemplo, um procedimento cirúrgico pode ser a alternativa capaz de oferecer um resultado mais compatível com a expectativa da paciente.
Gosto de deixar isso claro desde a consulta. Se percebo que uma tecnologia não vai entregar o resultado esperado, prefiro não indicá-la. E, quando entendo que o caso merece uma avaliação cirúrgica, faço essa orientação com tranquilidade.
Para mim, saber indicar também significa saber quando não indicar. Nem toda flacidez precisa (ou consegue) ser tratada com tecnologia.
Reconhecer esses limites evita procedimentos desnecessários e, principalmente, expectativas que não poderão ser atendidas.
Perguntas frequentes
A partir de que idade começar a tratar?
Não existe idade única. A perda de sustentação começa por volta dos 30 aos 35 anos, mas o momento de agir depende da sua pele e do que você percebe. Prevenção e manutenção fazem diferença, e a avaliação ajuda a definir quando faz sentido começar.
Papada tem a ver só com peso?
Não. A papada pode vir da flacidez e da estrutura do pescoço, não apenas de gordura. Por isso aparece em quem não engordou. O tratamento muda conforme a causa, e é isso que eu avalio antes de indicar qualquer coisa.
O resultado é permanente?
Não prometo permanência, porque o envelhecimento não para. Os tratamentos trabalham a firmeza, e o resultado se mantém por um período, com manutenção planejada. Encaro isso como um cuidado contínuo, assim como acontece com a pele em geral.
Avaliação de firmeza do rosto com a Dra. Eloisa Zampieri
Se o contorno do rosto ou a papada te incomodam e você quer entender o que causa isso na sua pele, eu avalio a sua face com calma antes de indicar qualquer caminho. Se quiser, você pode agendar uma avaliação. Dra. Eloisa Zampieri, dermatologista. CRM-SP 146.979. RQE 48.460. Cada conduta parte de uma avaliação individual, com naturalidade como princípio. Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta dermatológica presencial.
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